quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA DO FÓRUM ARTICULAÇÃO DE LEIGXOS

É hoje a celebração Ecumênica do Fórum Articulação de Leigxos, no MTC, na rua Gervásio PIres, 404, próximo à av. Cde da Boa Vista, às 19h. Venha celebrar conosco o Advento e se preparar para receber o Natal. Pratos para uma partilha após a celebração serão muito bem vindos. Estamos esperando por você. O Encontro da Partilha faz parte do Fórum ao lado de vários outros grupos, movimentos, pastorais e instituições da Arquidiocese de Olinda e Recife. Por isso vem, entra na roda com a gente, também, você é muito importante... vem!


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

RODA DE DIÁLOGO: FÉ E CIDADANIA



A Roda de Diálogo é uma iniciativa de dois grupos independentes, o Encontro da Partilha e o Fé e Política Dom Helder Camara, em parceria com o Instituto Humanitas, da Universidade Católica de Pernambuco. Parceria que teve início em outubro do ano passado com a realização da primeira Roda de Diálogo UMA NOVA PRIMAVERA NA IGREJA, com dois eventos. O primeiro no dia 13, uma conversa com Leonardo Boff falando sobre Compaixão, Espiritualidade e Cuidado e, no dia 14, com Marcelo Barros e Vera Baroni, sobre Religiões Afro – Diálogos e Raízes, com a mediação do Pe. Clovis Cabral, da Universidade Católica.

A segunda Roda de Diálogo, que aconteceu  no dia 21 de agosto no auditório Dom Helder Camara, na UNICAP,  teve como tema FÉ E CIDADANIA e contou com a participação de Antônio Carlos Aguiar e Maria Luiza Alessio, coordenador e vice-coordenadora da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife. A mediação foi do Prof. Carlos Vieira, do Instituto Humanitas.

A proposta dessa Roda de Diálogo foi proporcionar uma maior aproximação entre a nova Comissão de Justiça e Paz e os cidadãos e cidadãs da Arquidiocese, em um diálogo aberto onde foram colocadas as ideias, os objetivos, planejamento e propostas na defesa da justiça e na promoção dos direitos humanos.

A II Roda de Diálogo cumpriu a sua proposta, de apresentar a nova Comissão de Justiça e Paz aos participantes, representantes dos diversos setores da Arquidiocese de Olinda e Recife.

Empenhado como era em defender o direito à vida de cada cidadão, de cada cidadã, seus irmãos e irmãs, além de sair pelo mundo denunciando as atrocidades praticadas no país pela ditadura, Dom Helder criou, em 1977, a Comissão de Justiça e Paz, importantíssima para a defesa dos presos políticos e perseguidos pelo regime militar. Sua atuação era uma forma de promover os direitos humanos - direitos sociais, civis e políticos, assim como os direitos econômicos, culturais e ambientais-, à luz da doutrina social da Igreja.

Ao ser desfeita em 1985, por dom José Cardoso, então arcebispo de Olinda e Recife, seus membros fundaram o CENDHEC – Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social, uma organização não governamental que, até hoje, atua com competência e empenho em duas áreas muito importantes para a população carente: o direito à cidade e a defesa dos direitos da criança e do adolescente.

O atual arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, percebeu a necessidade de ter, a cargo da própria Arquidiocese, uma comissão que atue na defesa dos direitos humanos de uma maneira mais ampla. E, por isso, decidiu por refundar a Comissão de Justiça e paz. A missão da Comissão refundada no dia 25 de maio deste ano é a mesma de quando foi fundada há 40 anos, sob a supervisão de Dom Helder: a promoção dos direitos humanos.

O coordenador da CJP, Antônio Carlos Aguiar, apresentou a um estudo da situação hoje do mundo em relação aos direitos humanos, as perdas e também a situação específica em que se encontra o Brasil. Maria Luiza Alessio, a vice-coordenadora da CJP, apresentou as propostas da Comissão, seus objetivos, salientando a vontade eo empenho, que essa nova Comissão tem, em trabalhar em prol da promoção humana.

E, para isso, a Comissão tem procurado escutar a população, através de reuniões que já vêm sendo feitas com representantes de diversos segmentos. Mas, o grande passo para esse entendimento será dado através da realização de um seminário, nos dias 27 e 28 de outubro, na Universidade Católica, onde os movimentos populares, grupos, serviços, pastorais e lideranças poderão colocar as sus expectativas, sugestões e propostas.

Em breve a Comissão de Justiça e Paz  dará informações sobre o seminário e a forma de participação.

Fiquemos atentos ás informações e vamos todos e todas participar do seminário e levar a nossa contribuição.

GALERIA DE FOTOS


sábado, 12 de agosto de 2017

HOMENAGEM A REGINALDO VELOSO EM SEUS 80 ANOS

Recife, 05 de agosto de 2017



"Aos que te servem, volta, ó meu Senhor,
E, alegres, toda a vida cantaremos,
Desde a manhã nos mostra o teu amor" (Sl 90 - ODC).

Na comemoração dos 80 anos de nosso irmão de Fé e Caminhada Reginaldo Veloso, os grupos Encontro da Partilha e Fé e Política Dom Helder Camara prestam sua homenagem através desse texto, escrito por nosso orientador espiritual, Marcelo Barros.


Reginaldo, querido irmão e amigo desde os anos da juventude,

Nessa data na qual você chega aos 80 anos, somos todos nós seus irmãos e irmãs, companheiros de caminhada que agradecemos a Deus o privilégio de ter você como profeta e como mestre de vida e de inserção.

 Certamente, cada um/uma pode contar histórias e experiências que tem vivido com você. De alguma forma, todos/as podem testemunhar que, através de você, Deus tem se manifestado presente e atuante na vida da gente e nós agradecemos isso a você, a Edileusa, sua esposa e João José, seu filho que o apoiam em sua missão sempre cumprida com tanta totalidade de vida e doação.

Ao olhar para você e para a sua luta, todos nós desejamos seguir esse caminho e sermos animados pelo Espírito que, como diz o salmo, "renova a nossa juventude". Como ele tem realizado tão bem esse trabalho em você, podemos confiar que ele também faça isso conosco.

Parabéns e Deus o fortaleça e o mantenha por muito tempo conosco. Obrigado por tudo e conte sempre comigo.

Aceite de um encontro sobre Fé e Política no interior de Minas Gerais (Varginha), o abraço afetuoso dos participantes do encontro que aprofundam as exigências hoje no Brasil de uma espiritualidade libertadora e aceite junto com o deles o abraço do seu irmão Marcelo Barros

FOTOS DA CELEBRAÇÃO 
Cedidas por Gilbraz Aragão.
   

quarta-feira, 28 de junho de 2017

NOTA DA COMISSÃO BRASILEIRA DE JUSTIÇA E PAZ DA CBPJ

Amigos e Amigas da Rede Brasileira Justiça e Paz, 

As centrais sindicais convocaram uma Greve Geral para o dia 30 de junho, sexta-feira. A greve tem como motivação impedir a retirada dos direitos dos trabalhadores, através da tramitação das Reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional.

A ação das Centrais Sindicais tem resultado em grandes mobilizações: nos dias 08 de março, 15 de março, na Greve Geral de 28 de abril e no Ocupa Brasília em 24 de maio.

Como resultado do amplo debate com a sociedade e das mobilizações, houve um congelamento temporário na tramitação da Reforma da Previdência e obteve-se uma primeira vitória na Reforma Trabalhista, com a reprovação na CAS (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado).

Apesar disso, há sinais de que o Governo priorizará a Reforma Trabalhista, mais fácil de aprovar em razão de ser necessário maioria simples, diferentemente da tramitação da reforma da previdência que, por se tratar de reforma constitucional, segue um rito mais moroso, exigindo 2/3 da Câmara e igual escore no Senado.

As fortes mobilizações promovidas pelas centrais sindicais, frentes e movimentos sociais tem obtido inegável êxito e não poucos atores sociais afirmam que parte considerável da capilaridade e potência se deve ao apoio de muitas dioceses, escolas católicas, pastorais, comunidades de base e, evidentemente, das comissões justiça e paz.

Diante disso, exorto aos confrades e confreiras da Rede Brasileira Justiça e Paz a se engajarem nas mobilizações, informando o bispo diocesano das razões da greve e se possível, motivá-los a uma palavra de encorajamento às comunidades para que participem das mobilizações e que estas transcorram pacificamente e sem provocações.

Um abraço fraterno!

Brasília, 27 de junho de 2017



Carlos Moura
Secretário Executivo
Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB


terça-feira, 27 de junho de 2017

ÁGAPE ECUMÊNICO DO ENCONTRO DA PARTILHA

O Encontro da Partilha, grupo sempre aberto a novos participantes, que se reúne, mensalmente, no Espaço Dom Lamartine, Terraço da igreja das Fronteiras, celebrou um Ágape Ecumênico nesse sábado, 24 de junho, reunindo em torno de 40 pessoas, para homenagear a mãe de Heloísa, uma das integrantes do grupo, que partiu para a Casa do Pai no dia 16 de junho e, também, celebrar o dia de São João.



Aos membros do grupo juntou-se a família de Heloísa, que com sua belíssima voz, animou a celebração, acompanhada ao violão por Ramos.


Foi um celebração simples, mas cheia de momentos emocionantes, como quando Heloísa e seus irmãos falaram sobre seus pais, um exemplo de vida a ser seguido, onde a solidariedade, a gentileza e a partilha foram o legado deixado por eles.

O Mons. Edwaldo Gomes, que se encontra hospitalizado, foi lembrado e todos rezaram por sua recuperação.



A partilha do lanche, levado por todos para comemorar o São João, mostrou que uma celebração não termina com a bênção final. Ela continua na vida, pois haverá sinal maior de comunhão do que partilhar a mesa com amigos?



quinta-feira, 15 de junho de 2017

O CORPO E O SANGUE DE CRISTO

Marcelo Barros



Queridos irmãos e irmãs, 

          Nessa quinta-feira, a Igreja Católica celebra a festa do Corpo e Sangue de Cristo. Em muitas paróquias se fazem reflexões sobre a Eucaristia. Algumas dioceses substituem a antiga procissão por uma concentração com celebração eucarística. No entanto, qual é a situação atual da celebração da Ceia de Jesus nas Igrejas cristãs? 
            Desde a antiguidade, a eucaristia teve diversos nomes e passou por diversas compreensões: a partilha do pão foi o primeiro nome encontrado em textos do Novo Testamento. Esse nome indica o significado mais profundo e primeiro da Ceia: partilhar. Fazer um sinal de que ao partilhar o mesmo pão e vinho, queremos partilhar a vida. E nessa partilha, reconhecemos Jesus Ressuscitado que parte e reparte o pão para nós e é o provocador da nossa mudança de vida e do fato de que queremos partilhar a vida, do jeito que for possível e o mais que nós pudermos. 

             Os primeiros pais da Igreja, como Inácio de Antioquia e Irineu de Lyon a inculturaram ao mundo grego e a chamaram de eucaristia, ação de graças. Aí já há uma passagem interpretativa. Parece que ao gesto da partilha se sobrepôs a dimensão cultual que antes existia na própria partilha. "Ele tomou o pão, pronunciou a bênção (isso é, em hebraico, disse que Deus está de acordo) ou "deu graças" (em grego) e repartiu". Agora a celebração vai tomando um aspecto mais cultual. Mais tarde, foi incorporada a noção de sacrifício e a partir do século IV passou a se chamar de Missa. 

                 Na Idade Média, o debate da hierarquia católica contra Berengário (século XI) sobre a transubstanciação ou transignificação  é o que está por trás da festa do Corpus Christi que nasceu em algumas dioceses no século XII e foi oficializada no século XIII para toda a Igreja. Aí o importante era sublinhar a presença real de Jesus na hóstia. 

                   Hoje, muitas Igrejas cristãs buscam a unidade, mas a eucaristia, que é o sacramento da unidade é ainda um obstáculo para essa unidade. Embora algumas defendam a hospitalidade eucarística, a maioria acredita que a participação na eucaristia supõe a unidade visível já realizada e enquanto não se chegar a isso, ainda não se celebra juntos e nem se comunga da mesma ceia. 

                 O pastor Paolo Ricca fala de um verdadeiro apartheid eucarístico nas Igrejas, seja por discriminarem outros crentes julgados indignos de comungar, seja porque, na própria forma de praticar a ceia, as Igrejas parecem ter se afastado do que Jesus viveu (a ceia na qual acolhia sempre os pecadores) e aos discípulos na última ceia deu o supremo sinal do seu amor: dar a vida. Hoje a eucaristia parece mais um ato de poder do que de amor. Muitas regras litúrgicas sobre quem pode fazer isso e quem não pode, muitas restrições para a comunhão, muitas obrigações de rubricas a cumprir e textos a serem seguidos... O que significa isso para a maioria da humanidade de hoje? Será que esse rigorismo litúrgico fala bem de Jesus e apresenta ao mundo hoje uma imagem de Deus amor? Nem falar da própria noção de sacrifício ainda hoje presente nos textos e na cabeça de muitos ministros e sem o devido aprofundamento bíblico e patrístico de como se entendia que a missa era sacrifício (Como dizia Agostinho no século IV, o memorial do sacrifício da cruz, o sacrifício que pôs fim definitivo a todos os sacrifícios do mundo). 

                   Ao reler o capítulo 13 do evangelho de João e ver a cena do lava-pés, podemos pensar que no final do século I, quando a comunidade joanina escreveu esse relato, as Igrejas locais já tinham transformado a ceia de Jesus em culto religioso e até sacrificial. E a comunidade joanina escreveu o relato do lava-pés como uma espécie de anti-texto, de provocação quase como se parecesse anti-eucarística, para lembrar às comunidades que o núcleo da ceia é esse: lavar os pés uns dos outros e doar a vida, como fez Jesus despojado de suas vestes ao lavar os pés dos discípulos e ao ser pregado na cruz. 

                 Ó Deus de amor, olha a mim, teu pobre servo que ama tanto celebrar e olha as tuas Igrejas espalhadas pelo mundo. Dá a mim e a todos os cristãos a graça de nunca celebrar a ceia de Jesus de forma qualquer, quase rotineiramente (como diria Bonhoeffer - como graça barata - Não, a graça custa caro. Custou a vida de Jesus). Dá-nos a graça de que eu, nós todos, as Igrejas todas, nos convertamos ao espírito mais profundo da ceia de Jesus - o serviço uns dos outros, a doação da vida como pobre e crucificado pelo mundo - e não como ato de poder jurídico ou sacramental sem ligação com a realidade. Ensina-nos a dar de Deus a imagem de um Amor infinito que só pode amar e não de um Senhor todo-poderoso, sedento de sangue e de sacrifícios para salvar o mundo.   Dá nos a graça de fazer de toda a nossa vida uma vida eucarística, isso é, de ação de graças, de partilha e de doação aos outros. 

Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo católico é especializado em Bíblia e assessor nacional do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, das comunidades eclesiais de base e de movimentos populares. É coordenador latino-americano da ASETT (Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo) e autor de 45 livros publicados no Brasil e em outros países. 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

DUAS CELEBRAÇÕES PASCAIS LEIGAS


Já no ano passado, como não tínhamos padres presentes entre nós (o irmão Marcelo Barros, nosso orientador espiritual, estava no México), decidimos fazer uma das celebrações do Tríduo Pascal - a Vigília Pascal no sábado santo -  como muitas comunidades eclesiais de base fazem em todo o Brasil e outros países da América Latina - de forma laical e sem padre.

Celebrando como compreendemos que, nas Igrejas primitivas, celebravam os primeiros cristãos - nas casas e de forma doméstica. E documentos eclesiais até o século II mostram que as comunidades celebravam juntas a memória de Jesus, mesmo quando não podiam contar com a presença de ministros ordenados. E no ano passado, essa experiência foi tão boa e fecunda para  a unidade do grupo que, nesse ano, resolvemos retomar a mesma experiência.

 Dessa vez, o irmão Marcelo voltou de viagem na véspera da 5a feira santa, mas chegou imobilizado por uma fratura de fêmur e, por cuja recuperação, damos graças ao Deus libertador de todas as dores. Por isso, na 5a feira santa, às 18 horas, o Encontro da Partilha, o Fé e Política Dom Helder Camara, IDHeC, Igreja Nova e irmãos e irmãs de outros grupos como Tenda da Fé, CEBI e MTC, se reuniram na varanda das Fronteiras (Espaço Dom Lamartine) e ali, em torno de uma mesa, foi feita a memória da ceia de Jesus. E aqui, queremos deixar claro que não foi celebrada a Santa Missa e sim  um ágape fraterno e ecumênico.

Se toda a missa é comunhão então ela poderia ser ecumênica. Como a igreja tem o cuidado de que essa unidade seja trabalhada e não seja uma coisa superficial, ela reserva a eucaristia para aqueles que são católicos e, em nossos Encontros, celebramos um ágape ecumênico. Não é uma missa, é uma celebração em que a gente retoma a memória da ceia de Jesus para que seja, um dia, celebrada por todas as igrejas cristãs de uma maneira unida.

Na Quinta-feira o grupo era mais ou menos de umas 20 pessoas. A coordenação coube, como no ano passado, a Heloísa  e Verônica.

Elas, ao lado do irmão Marcelo, sempre sentado devido à sua recuperação, ajudaram a comunidade a lembrar a Páscoa de Israel - na noite em que as comunidades judaicas fazem a ceia pascal - e a ceia de Jesus, com o gesto do lava-pés. Todo mundo lavou os pés de todo mundo. Para o grupo, aquele era um sinal do serviço recíproco que prestamos uns aos outrosm como também um compromisso de assumirmos e aceitarmos as fragilidades uns dos outros, salvos pela cruz de Jesus, prefigurada no seu gesto de depor as vestes e lavar os pés dos discípulos. Lembramos então a própria instituição da ceia de Jesus como profecia de doação da vida e partilha.

No sábado à noite, novamente os grupos se reuniram em torno das 18h30min para mais um ágape ecumênico. Havia em torno de 35 pessoas. Um irmão começou lendo uma homilia de Santo Agostinho para a noite da Páscoa: “essa é a mãe de todas as vigílias da Igreja e todo cristão deve celebrá-la para viver com Jesus a vida nova que o Pai lhe deu nessa madrugada que hoje celebramos". 

Em seguida, todos se dirigiram para a frente da Igreja, reunidos em redor do fogo novo da Páscoa. Ali foram lembradas as escuridões que ainda ameaçam a nossa vida e a vida do nosso povo. As irmãs abençoaram o Círio pascal e seguindo a luz do Círio, retornaram à varanda, onde escutaram e participaram do alegre anúncio da Páscoa (o Exsultet). Depois, foi feita a  memória das páscoas antigas de Deus com o seu povo. Lembrando a criação, foi assumido em conjunto o compromisso de cuidado com a Casa Comum, como chama o papa Francisco. Depois, foi lida a carta aos romanos, de  São Paulo,   dizendo que "nós que somos batizados, morremos e ressuscitamos com Jesus para uma vida nova"

Heloísa  ajudou a cantar o Aleluia da Páscoa e Leda Alves, que  deu a todos a alegria de sua presença,  proclamou o evangelho da ressurreição. A meditação, feita em comum e em forma de diálogo foi sobre como o anúncio da ressurreição foi entregue às mulheres. E como hoje ainda as mulheres são profetizas da ressurreição de Jesus e de um novo modo do mundo se organizar. 

O padre Antônio, que apareceu para celebrar com o grupo e se inseriu em no modo que a Partilha costuma celebrar, contou que nesses dias, o papa Francisco equiparou na liturgia romana a festa de Santa Maria Madalena à mesma dignidade da festa dos apóstolos. Ela é apóstola dos apóstolos. Depois juntos, todos fizeram a bênção do pão e do vinho e repartiram juntos o bolo e chocolate que foram levados. A despedida foi cada um abençoando uns aos outros, umas às outras, com as mesmas palavras com as quais os primeiros cristãos se saudavam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia". 

Foi muito gratificante contar com a presença de irmãos e irmãs que participaram pela primeira vez das celebrações da Partilha, partilhando esses dois momentos tão importantes na celebração da Paixão de Jesus Cristo.

O grupo Encontro da Partilha se reúne uma vez por mês, sempre aos sábados, no Espaço  Dom Lamartine, terraço da igreja das Fronteiras, das 15h às 17h.

CELEBRAÇÃO DA QUINTA-FEIRA SANTA